segunda-feira, 6 de julho de 2009
EXERCÍCIOS DA VOZ
Antônio Lázaro de Almeida Prado
O campus pioneiro de Assis (2)...
A (hoje) Faculdade de Ciências e Letras (campus de Assis da UNESP), que abriu seus cursos em 1959, com o compromisso de transformar-se num centro de estudos humanísticos, sob a Direção do Prof. Dr. Antônio Augusto Soares Amora, ganhou notabilidade rápida e merecida, por 2 motivos basilares: o 1º foi o encontro, durante o ano de 1958, de toda a equipe de Professores, em reuniões semanais, com o fito de tomar iniciativas, que antecederam as da USP, como por exemplo, unir a Literatura a seus contextos históricos (História da Cultura e Cultura Brasileira), o 2º: criar as disciplinas de Linguistica e a de acompanhamento psico-pedagógico aos alunos, desde o 1º ano; abrir frentes de publicações para Professores e Alunos com a publicação de Teses e Dissertações; o de trazer para Assis o melhor do Teatro, do Cinema, das Artes, das Audições de Música Clássica, o de criar as melhores bibliotecas-piloto, com abertura para História, Filosofia, Filologia.
O Professor Lourival Gomes Machado, exigentíssimo quanto ao nível de estudos universitários no Brasil, disse um dia que a Faculdade de Assis era um celeiro para o rejuvenescimento da USP.
Os corpos Docente, Discente e Administrativo se comprometiam com a Dedicação Plena, com períodos de Estudo e de Docência, o que propiciou a Assis sediar o 2º Congresso da Crítica e História Literária, que abriu Assis para a convivência científica internacional.
Mas talvez o mais relevante, no campo da Literatura, foi trazermos para Assis talvez o Crítico Literário mais sensível à produção poética, na figura ímpar de Antonio Candido de Mello e Souza, que se fez um traço-de-união entre Professores Brasileiros e estrangeiros, reconhecidamente competentes.
A sorte também nos favoreceu. Aos poetas Brasileiros Cassiano Nunes e Antônio Lázaro de Almeida Prado juntaram-se o poeta espanhol (sensibilíssimo) Don Julio Gregorio García Morejón e os poetas portugueses Jorge de Sena e Fernando Manoel de Mendonça, notáveis pela atualização dos estudos das Literaturas Espanhola e Portuguesa.
Isso qualificou a então Faculdade de Assis pela valorização da Poesia, como instrumento formador de uma visão verdadeiramente universal.
Vieram então os Cursos de História, Psicologia e Ciências Biológicas que trabalharam com amplitude de espírito e grande sentido de equipe. O 1º Reitor da UNESP quis levar o Curso de Psicologia para Botucatu e deu 24 horas para que um Professor Titulado assumisse a Direção do Curso de Psicologia. Coube-me assumir essa incumbência, acumulando o Curso de Românicas e de Psicologia, com 21 horas-aulas semanais, o exercício de Decano, e fazendo a Teses de Livre Docente sobre o Itinerário Poético de Salvatore Quasimodo.
Esse era o espírito de colaboração plena entre os Docentes, Discentes e o Corpo Administrativo.
E esse é agora o campus universitário pioneiro no Sudoeste Paulista.
Vale a pena recordar tudo isso que significou o 3º salto de qualidade para Assis e Região.
Assis, 30 de junho de 2009
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Fernanda e o poeta Almeida Prado
COMPARTILHADO
Solitário indivíduo estendo pontes
E solidário me faço além do espaço
Exíguo deste corpo agreste e lasso,
Navegando para além dos horizontes.
Compartilhada vida só em parte
Pois que, por outra parte, fujo à ilha,
E desfruto a perpétua maravilha
De à angusta solidão fugir com arte.
Solitário, mas sempre solidário,
Fugindo ao tempo precário e repartido,
No bem do amor encontro o meu sacrário
E tudo o que é bem meu eu condivido
Não vendo noutro ser algo contrário
Mas o que faz o inferno suprimido.
Assis, 15 de junho de 2007
Antônio Lázaro de Almeida Prado
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Interlúdio paulistano (1)
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Interlúdio paulistano (2)
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Um comentário:
Feliz do aluno que realizou seus estudos na UNESP, Campus de Assis e pode conviver com mestres como o Prof. Prado.
Guardo na memória momentos felizes para recordar.
Agradeço aos mestres:
Antônio Lázaro de Almeida Prado;
Antônio Cândido;Prof.Mendonça,
Lívia Ferreira Santos...
Bons tempos!
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