segunda-feira, 6 de julho de 2009
LEITURAS ASSISENSES
LEITURAS ASSISENSES
Antônio Lázaro de Almeida Prado
Entre os superdotados: Apollinaire...
Acontece surgirem em várias Culturas alguns privilegiados. Desde Ovídio que declarou saírem, em forma de versos, tudo quanto queria dizer, até o nosso Vinícius de Moraes ou esse nosso Murilo Mendes. Para não falar de Jaime Ovalle, até há pouco quase esquecido pelos colunistas literários.
Talvez um dos melhores exemplares dos gênios poéticos terá sido esse misteriosos Guillaume Apollinaire, capaz de ao construir poemas longos fazer-nos lamentar que eles cheguem ao fim,e ao fazer poemas breves, igualmente nos encante.
De Apollinaire disponho de várias edições em minha biblioteca. Além das francesas agrada-me, particularmente, pela alta qualidade da fixação dos textos e pela incomparável beleza das traduções Guillaume Apollinaire Alccole Caligrammi, a cura di Sergio Zoppi (Milano, Mondadori,
Biblioteca Monda1986 e Edizione Olear poesia, setembre 1990, 518 p.)
Vejo surgir entre nós, agora, Guillaume Apollinaire Caligramas (Ateliê Editorial- Ed EnB, 2008, 184 p.) com Intrudução, Organização e Notas de Álvaro Faleiros e Prefácio de Véronique Dahlet.
Não se trata de uma Tradução Integral, mas, para o público brasileiro é uma obra relevante, pelas reflexões que propõe a respeito dos poemas plásticos de Apollinaire e a intenção (justificada) de nos aproximar desse “monstruo de La natureza”, cuja obra é um milagre de fecundidade e de inventividade artística, talvez só comparável a Rabelais.
Pode servir de guia para a leitura da Obra Completa desse poeta, que, por si só, já valeria uma Literatura. O que, tratando-se da Literatura Francesa, não é pouco...
Assis, 29 de junho de 2009
E-mail: professorprado.prado@gmail.com
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Fernanda e o poeta Almeida Prado
COMPARTILHADO
Solitário indivíduo estendo pontes
E solidário me faço além do espaço
Exíguo deste corpo agreste e lasso,
Navegando para além dos horizontes.
Compartilhada vida só em parte
Pois que, por outra parte, fujo à ilha,
E desfruto a perpétua maravilha
De à angusta solidão fugir com arte.
Solitário, mas sempre solidário,
Fugindo ao tempo precário e repartido,
No bem do amor encontro o meu sacrário
E tudo o que é bem meu eu condivido
Não vendo noutro ser algo contrário
Mas o que faz o inferno suprimido.
Assis, 15 de junho de 2007
Antônio Lázaro de Almeida Prado
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Interlúdio paulistano (1)
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Interlúdio paulistano (2)
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